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História do Tigre

"A História do Tigre" estreou-se em Janeiro de 1991 no Teatro da Comuna, tendo depois sido apresentada no Teatro Estúdio Mário Viegas. Foi devido ao êxito que este espectáculo encontrou junto da crítica e do público que a Meia Preta ascendeu ao primeiro plano do panorama teatral português.

O texto de Dario Fo, inspirado no teatro popular e marginal chinês, conta a história de um soldado que durante a Grande Marcha é ferido e se refugia numa gruta nos Himalaias. Aí o soldado encontra uma tigresa mais o seu filhote e graças ao Tigre consegue sobreviver.

O Tigre para os chineses tem um significado simbólico preciso: diz-se que uma mulher, um homem, um povo, "têm o Tigre", quando frente a grandes dificuldades, no momento em que a maior parte foge, eles pelo contrário persistem, aguentam e resistem.

Com a ajuda de uma Máscara Balinesa, o texto e a situação do contador de histórias prestam-se a uma demonstração prática da Técnica da Máscara, nas suas potencialidades gestuais e interpretativas.


O que disse a crítica...

“Um hino à alegria da arte de representar”
Eugénia Vasques - Expresso

“Um poderoso e privilegiado momento de teatro”
Tito Lívio - Capital

“Um homem e um tapete num trabalho antológico e antropológico que tem como base o teatro completo: a sabedoria da gestualidade, a linguagem onomatopaica, a arte da máscara”
Anabela Mendes - Público

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"As Aventuras de João Padão à Descoberta da América"

Sinopse

Depois de ser vendido a uma tribo de canibais, torna-se num homem santo em quem os índios acreditam e confiam. Arrasta então consigo uns milhares de índios, a quem ensina a lidar com os cavalos, e atravessa o continente americano sempre na esperança de encontrar os cristãos espanhóis e voltar à sua terra. Num esforço civilizador tenta catequizar estes índios e ensinar-lhes a lidar com os cristãos, mas os seus esforços revelam-se inúteis perante a barbaridade dos invasores espanhóis. O nosso herói toma então o partido dos índios e ajuda-os a expulsar os espanhóis, ficando a viver o resto dos seus dias com os índios que o adoptaram. Na nossa adaptação este João Padão é um Zanni, nome dado a uma personagem tipo da "commedia dell´arte", que representa um lacaio, também originário de Bergamo e assim designado porque Zanni é um diminutivo para João, nome bastante comum nesta região. O Zanni de Bergamo é um tipo engraçado, que se exprime com facilidade, bom contador de histórias, um pouco ingénuo e rústico, mas que se adapta bem a todas as situações socorrendo-se da sua esperteza. Este nosso João Padão também vive em Veneza, capital da commedia dell´arte, onde se amantizou com uma feiticeira, mulher de muitos amantes, pertencente a uma classe de cortesãs que englobava também as primeiras actrizes de commedia dell´arte. João Padão é ele próprio um actor, contador de histórias que, socorrendo--se de uma máscara, na tradição dos Zannis, conta a aventura da sua personagem, que optou por ficar a viver nas Índias com índios.

O que disse a crítica

"Este one man show de Filipe Crawford é mais uma belíssima lição de teatro de máscara"
Manuel João Gomes - Público

"Em palco, assumindo a sua solidão desarmante, Filipe Crawford dá provas de ser um dos nossos mais brilhantes mestres no capítulo da representação da Técnica da Máscara (…)"
Pedro Teixeira Neves - Semanário

"Filipe Crawford dá, uma vez mais, prova inequívoca das suas capacidades múltiplas, entre as quais se conta a empática"
Fernando Midões - Notícias da Amadora

"Um espectáculo divertido, de recursos estilísticos simples garantidos pela técnica do actor, e pensado para digressão. A não perder."
Rui Cintra - Independente

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"O Santo Jogral Francisco"

Sinopse

É inegável hoje reconhecer que Francisco de Assis foi o Santo mais branqueado da igreja. Os seus pensamentos, as suas novas ideias sobre o cristianismo foram lançadas à fogueira como se fossem escritos blasfemos, e durante séculos assim perduraram nas chamas. Até que muitos dos seus irmãos franciscanos, firmes defensores da regra original do Santo, os fizeram ressurgir, revelando-o como referência e figura incontornável, não só da Igreja mas também do mundo Ocidental.

Defensor da natureza, dos animais e pioneiro de questões ecológicas e pacifistas (hoje, e cada vez mais, tão prementes e actuais), Francisco de Assis assumia-se como um jogral - coisa que na Idade Média era uma ousadia e uma afronta, sobretudo para alguém que descendia de famílias ricas e influentes, como era o caso.

Sabia comunicar com o corpo e "do corpo fazia palavra", como um cronista da época o descreveu. Sabia usar a voz e projectá-la para multidões de milhares de pessoas, ora no mercado de uma praça, ora em campo aberto.

Partindo de textos canónicos ou fábulas populares, Dario Fo (Prémio Nobel da Literatura 1997) escreveu, no seu estilo encantador e subversivo, aquela que é até ao momento a sua última peça de teatro.

São cinco episódios da vida do Santo de Assis interpretados por Filipe Crawford, actor que tem vindo a dar especial realce à obra de Fo, onde A História do Tigre (Prémio Especial Garrett 1991), O 1º Milagre do Menino Jesus e Outras Histórias e João Padão à Descoberta da América são bem exemplo disso.


O que disse a crítica

“Este monólogo é trabalhado em pelo menos três níveis de representação. Como narrador, actor que apresenta o espectáculo, o próprio Francisco de Assis, várias personagens que se vão relacionando com o Santo Jogral e outras que vão subindo ao palco nas várias histórias que o santo interpreta num trabalho multifacetado de teatro dentro do teatro.”
Cultura - Jornal de Notícias

“Um grande monólogo dramático, de um dramaturgo genial, interpretado soberbamente por um comediante de eleição bem dirigido. Sinceramente, a não perder.”
Fernando Midões - Notícias da Amadora

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Mais informações

R. São Francisco de Borja, 22 - Tel.: 21 395 94 17/8 Fax: 21 395 94 19
Email: casadacomedia@mail.telepac.pt

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